sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bicicletada nacional no Brasil para a Rio+20

PROJETO BICICLETADA NACIONAL para a RIO+20

Objetivo geral:
Unir grupos de ciclistas de todos os estados em um ponto de encontro único formando a Massa Crítica brasileira rumo a conferência mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável conhecida como RIO+20 (que acontecerá no Rio de Janeiro de 20 a 22 de Junho de 2012), composta por ciclistas de todas as regiões do País, representando todos os brasileiros que acreditam na humanização das cidades, na mobilidade urbana sustentável, no transporte sustentável, no respeito às leis do trânsito e na bicicleta como veículo modal. Além disto, o evento pretende chamar atenção dos chefes de estado, da grande mídia e dos cidadãos em geral para a necessidade de políticas públicas que incentivem os transportes alternativos ao automóvel individual, principalmente a bicicleta. A iniciativa pretende, de forma pacífica mas contestadora, demonstrar que formas de transporte alternativo verdes e saudáveis, além de necessárias, são possíveis. Até mesmo em países de extensões continentais como é o caso do território brasileiro.
Objetivo específico:
Estimular o deslocamento de comitivas de pessoas que partindo de diversos pontos do território nacional tenham como destino o evento Rio + 20, utilizando como meio de transporte a bicicleta, ou qualquer outro veículo movido a propulsão humana ou com fonte limpa de energia. Desta forma, espera-se mostrar, através da bicicleta, que as cidades de hoje não tem mais condições de ser, e que é preciso uma mudança do pensamento arquitetônico-urbanístico para um melhor convívio social e, urgentemente, a melhoria da qualidade de locomoção nas cidades. Por fim, a BICICLETADA NACIONAL também mostrará que a bicicleta promove um transporte cultural, onde o ciclista está em contato com o que está ao nosso redor, ao contrário da cultura do automóvel onde cada um se isola no seu universo fechado.
Justificativa:
Tendo em vista a aproximação do evento Rio + 20, cujo tema em 2012 será o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente, e sabendo que o Brasil está se posicionando voluntariamente ante os acordos vigentes de redução de emissões de CO2, o projeto chamado “BICICLETADA NACIONAL” vem estimular a formação de pelotões de ciclistas que partirão de cada Estado e do Distrito Federal para o evento Rio + 20, utilizando como meio de transporte a bicicleta, e outros veículos movido a propulsão humana ou com fonte limpa de energia, ajudando desta forma a divulgar meios de transportes limpos e sustentáveis no meio urbano que contribuam para a redução de CO2.
O uso da bicicleta como meio de transporte populariza-se mais e mais a cada dia ao redor do planeta. Desta forma ela deixa de ser vista como um simples objeto de lazer e esporte e passa a compor a paisagem da cidade, o dia a dia das pessoas, como um veículo eficiente e sustentável.
A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro lançou o Programa Rio Capital da Bicicleta e tem investido muito ao longo dos últimos anos para promover a bicicleta como meio de transporte e hoje possui 235 km* de malha cicloviária. Em Setembro realizou o 1°Bicirio – Fórum Internacional de Mobilidade por Bicicleta – evento com duração de 3 dias e intensa troca de experiências entre Gestores Públicos, Acadêmicos e Sociedade Civil. Em agosto de 2011, reativou o sistema de bicicletas públicas SAMBA – Solução Alternativa para a Mobilidade por Bicicletas de Aluguel, sinalizando o interesse em promover a bicicleta como meio de transporte seguro, confortável e ecológico, com alívio de custos em saúde coletiva.
O Governo Federal também demonstra interesse pela busca de soluções e começa a desenvolver o Programa Caminho da Escola – Transporte Escolar por Bicicletas, que tem como objetivo disponibilizar bicicletas para que os jovens possam frequentar as aulas com saúde, segurança e conforto.
O Governador do Distrito Federal, anunciou em novembro de 2011, a liberação de um valor de R$ 122 Milhões para o Sistema Cicloviário da região. Outras cidades como São Paulo e Belo Horizonte começam a tirar alguns projetos dos papéis e já investem em sistemas cicloviários como opção de transporte diário, principalmente para distâncias curtas. E a resposta da população é imediata e se faz evidente pelo visível aumento do número de ciclistas nas grandes cidades, descobrindo uma nova opção ao caos dos engarrafamentos diários e intermináveis.
O conceito de trânsito contido no CTB – Código de Trânsito Brasileiro nos diz que:
  • “Art. 1°: O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege‑se por este Código.
  • § 1°: Considera‑se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.
  • § 2°: O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
  • § 3°: Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
  • § 5°: Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida, nela incluída a preservação da saúde e do meio ambiente.”
Ao lermos o que a Lei classifica como sendo o trânsito percebemos como o espaço público tem sido direcionado somente um tipo de transporte: o individual motorizado e poluente. O resultado é a situação epidêmica a qual somos obrigados a enfrentar. É chegada a hora da mudança!
A “Bicicletada Nacional” então proporcionará além de um maior alcance de divulgação do evento Rio + 20, tanto pelos contatos interpessoais dos ciclistas durante o caminho, quanto pela repercussão nas mídias locais, a promoção junto a população da utilização da bicicleta como veículo sustentável e saudável, demostrando assim que o transporte por tração humana pode ser sim uma das soluções urbanas de hoje. Chamando a atenção das autoridades para que invistam em soluções, oferecendo infra-estrutura adequada, cumprimento das leis que, ao final, se reverterá em bem comum a toda a sociedade. Soluções limpas e verdes, seguindo a tendência mundial, livres de fontes naturais limitadas e “ecologicamente inadequadas”.
Público-alvo:
Toda a sociedade visando a difusão do uso da bicicleta e o respeito às leis de trânsito em todo o País e, em especial, cidadãos de diversos pontos do país, sendo sensíveis à causa da mobilidade e do desenvolvimento sustentável.
Ação, plano e custos:
  • Refazer o logo
  • Montar um site para melhor comunicação entre as pessoas e divulgação do evento
  • Uma página no twitter
  • Procurar patrocínio e apoios para realização do evento
  • Planejamento de mídia e divulgação
  • Definir percursos que serão eixos e pensar na logística como comida, hospedagem e etc (em conjunto com o núcleo de cada estado, criado no facebook)
  • Pensar em deixar um legado do evento, entre as ideias estão: panfleto com benefícios da bicicleta para saúde
  • Montar um live streaming que acompanhe as pessoas saindo de seus diversos estados e chegando ao Rio de Janeiro.
  • Realização de um documentário
  • Realização de oficinas e atividades nas cidades por onde a BICICLETADA passar
LINKS DOS GRUPOS DA BICICLETADA NO FACEBOOK
BICICLETADA NACIONAL ESTADO DE SERGIPE
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BICICLETADA NACIONAL DISTRITO FEDERAL
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RIO GRANDE DO SUL
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SÃO PAULO
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PARÁ
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MANAUS
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MINAS GERAIS
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PARANÁ
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PERNAMBUCO
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BAHIA
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SANTA CATARINA
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ESPIRITO SANTO
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RIO GRANDE DO NORTE
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PARAÍBA
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ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Prefeitura começa hoje as obras de mobilidade urbana

As obras de mobilidade urbana visando a Copa 2014 terão início nesta sexta-feira, 24. A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), começa a primeira etapa com a execução do recapeamento asfáltico das ruas no entorno das avenidas Felizardo Moura – desde a ponte de Igapó -, Napoleão Laureano, Capitão Mor Gouveia até a Prudente de Morais.



A prefeita Micarla de Sousa estará amanhã às 15h na rua São Geraldo, nas Quintas, para assinar a autorização dos serviços. Além da São Geraldo, outras 27 ruas serão recapeadas nessa etapa inicial das obras. O presidente da Câmara, vereador Edivan Martins, também estará presente.



Com o serviço, o objetivo da prefeitura é dotar estas ruas de melhores condições de serem usadas como opção de escoamento para o tráfego quando da execução das obras de implantação do sistema viário definitivo. O projeto prevê que as avenidas terão duas faixas para veículos, uma exclusiva para ônibus, além de ciclovia.

O projeto prevê também a construção de uma trincheira no cruzamento da Avenida Prudente de Morais com a Rua Raimundo Chaves, que permitirá que o tráfego tenha passagem subterrânea sob a Prudente de Morais. Já nos cruzamentos da Prudente de Morais com Capitão-mor Gouveia e na Rótula do Machadão, haverá a construção de túnel, viaduto e trincheira. Para quem vem do bairro Candelária e deseja acessar a Mor Gouveia, terá acesso pelo viaduto. O sentido inverso será feito por um túnel.

Na artéria da Rótula do Machadão para quem trafega no sentido Centro/Candelária será feito no nível atual da avenida. Já no sentido Candelária/Centro será feito através de um viaduto. Para quem trafega do Centro e se dirige para a BR-101, o acesso se dará no nível atual. O acesso da BR-101 no sentido Prudente de Morais e Lima e Silva será feito através de uma trincheira que passará sob a Prudente. Os veículos que trafegarem da Romualdo Galvão no sentido Lima e Silva e BR-101 utilizarão um viaduto. E por último da Lima e Silva para a Romualdo será feito no mesmo nível da avenida.

Para o primeiro lote do projeto estão previstos investidos da ordem de R$ 108 milhões. Quanto ao segundo lote, os projetos estão sendo modificados e os números finais ainda estão sendo contabilizados.

Alterações

Por causa das obras de mobilidade, trechos de ruas e avenidas que ficam localizadas dentro da área sob intervenção terão o tráfego alterado, a fim de evitar maiores transtornos.

Veja o quadro com as alterações aqui.

Fotos SECOM

Cúpula dos Povos mostrará as contradições em torno da Rio+20

Por Camila Nobrega e Martha Neiva Moreira
Do O Globo


Vinte anos depois da ECO 92, organizações da sociedade civil chegarão à Conferência do Clima das Nações Unidas, a Rio+20, com um peso a mais na bagagem. A preocupação com o meio ambiente é a mesma, mas depois do relatório do IPCC (Intergovernmental Painel of Climate Change, na sigla em inglês) divulgado em 2007, cientistas mostraram que os impactos são realmente causados pelos humanos e que há urgência na solução dos problemas. É assim que, deixando de lado o foco em causas próprias e regionais, mais de 150 ONGs e outras entidades se reunirão na Cúpula dos Povos, evento paralelo que tomará o Aterro do Flamengo, enquanto os líderes mundiais discutirão a portas fechadas no Riocentro, entre 20 e 22 de junho.

Enquanto as ONGs estão mobilizadas, o que se vê na cidade é diferente. A quatro meses da realização da Conferência, ela ainda não tomou as ruas do Rio de Janeiro, e está longe de ser assunto dos cariocas. Mesmo com a falta de engajamento dos cidadãos comuns, a Cúpula dos Povos, que será o maior evento aberto à sociedade civil na programação OFF Rio+20, quer provocar grande rebuliço. Assim como na ECO 92, o local que a prefeitura destinou para as entidades é o Aterro do Flamengo, no coração da Zona Sul da cidade. Segundo a organização do movimento, mais de dez mil pessoas já confirmaram presença. Como boa parte delas vêm de outros estados e países, será grande o número de acampados no local, onde debates, palestras, feiras, demonstrações de tecnologias, manifestações artísticas e afins acontecerão entre os dias 14 e 23 de junho.

Na organização do evento estão as ONGs Ibase e Fase, além do Movimento dos Sem Terra, entre outras entidades. No que se refere à questão ambiental, uma unanimidade entre as ONGs participantes é a oposição clara ao foco escolhido pela ONU para o debate no Riocentro: a economia verde. O tema é detalhado no documento "Rascunho Zero" (documento com propostas que serão levadas à conferência). , que não tem força de lei e servirá de base para os discussões oficiais da conferência. O texto é considerado frágil pelos integrantes dos movimentos sociais porque propõe tratar a natureza a partir de uma lógica de mercado e passa ao largo de uma questão central quando se trata de criar estratégias para o desenvolvimento sustentável: fazer a crítica ao capitalismo como modelo econômico.

Para Moema Miranda, diretora do Ibase, todos sabemos que o planeta tem limites. Mas, mercantilizar serviços naturais sem discutir as regras de uma nova economia é pôr band-aid num paciente terminal.

- O documento da ONU propõe a conversão para a economia verde sem fazer uma crítica profunda ao modelo de civilização. Bota-se preço no crédito carbono, mas sem ter uma regulamentação. É preciso discutir para construir as regras desta nova economia porque, do contrário, vamos mensurar os sistemas mais vitais da vida, sem discutir os modos de produção que estão exaurindo os recursos naturais. O que vamos mostrar na Cúpula são soluções alternativas e possíveis de pequenos grupos regionais para promover a justiça social, respeitando o meio ambiente - disse Moema.

Segundo Fátima Mello, da Fase, membro do Comitê Organizador da Cúpula, a ideia das organizações é fazer com que a sociedade se mobilize para influenciar as decisões tomadas pelos líderes mundiais.

- Os problemas que o mundo está enfrentando são muito mais amplos do que o que está proposto no Rascunho Zero. A fórmula que a ONU propõe é que a tecnologia vai salvar o mundo. Mas, para quê, e a quem ela servirá? Se for para as empresas lucrarem mais, e países em desenvolvimento continuarem dependentes, não é o que queremos - disse Fátima.

Além das atividades artísticas, as entidades que estarão acampadas no Aterro mostrarão alternativas práticas para uma sociedade mais sustentável. Quem passar por lá, vai poder ver de perto demonstrações de práticas de agricultura orgânica, agroecológica e com base familiar. Tudo o que os participantes da Cúpula vão comer durante o evento será feito por camponeses que fornecem alimentos para o Programação Nacional de Alimentação Escolas e de Aquisição de Alimentos, do governo federal. Ambos os programas têm como objetivo o fomento da agricultura familiar.

Haverá também protótipos de energia solar, que serão montados pela ONG Greenpeace, além de um espaço para experimentação de mídia alternativa, com a exibição de um canal próprio da Cúpula, e um modelo de separação e reciclagem de lixo para os resíduos gerados lá. A União Nacional dos Estudantes estará na Cúpula, além de movimentos quilombolas, indígenas entre outros. Representantes de manifestações mundiais, como o ""Occupy Wall Street" e a Primavera Árabe também já estão confirmados. Haverá um dia de mobilização, em que jovens de todo o mundo serão contactados por meio das tecnologias de comunicação disponíveis. Um movimento de jangadeiros do Nordeste vai cruzar o mar até o Rio de Janeiro para participar também.

Além da discussão geral sobre as questões ambientais, movimentos nacionais e internacionais vão trazer casos práticos. Um exemplo é a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), que montará uma tenda onde mostrará o cotidiano da seca, que pode ser agravada pelo aquecimento global. Segundo um dos membros da coordenação do ASA Brasil, José Procópio, eles levarão à Cúpula a discussão sobre o acesso à água:

- No semiárido, água tem significado de justiça social, igualdade, ou do contrário. Temos que discutir a desertificação, mas pensando na reforma agrária, na distribuição de renda. Se cada agricultor tiver acesso à terra e aos meios de irrigação, é o meio ambiente que fica preservado, e reduz-se, ao mesmo tempo, a pobreza e a fome. Estamos apostando que a Rio+20 e a Cúpula sejam espaços importantes de troca. Na ECO 92 era difícil chegar ao Rio, eu não consegui. Dessa vez estarei lá.

A articulação pretende levar para o evento uma demonstração de cisternas, que vêm sendo construídas em parceria com o governo federal, para garantir acesso à água de qualidade no semiárido.

Outra entidade que estará presente na Cúpula dos Povos é a Via Campesina, que vai apresentar projetos de agroecologia e promover um debate sobre reforma agrária, e o consequente fortalecimento do pequeno agricultor, como um caminho para a produção de alimentos sem agrotóxico ou fertilizante.

- A reforma agrária no Brasil e no mundo é uma reposta para a produção de alimentos e geração de renda para o pequeno produtor. É este debate que queremos fazer com os participantes da Cúpula - contou Luiz Zarrefel, coordenador da Via Campesina, uma das entidades ligadas ao MST.

Para o sociólogo Ivo Lesbaubin, coordenador do Instituto de Estudos da Religião (Iser) e diretor da Associação Brasileira das Organizações Não-governamentais (Abong), a sociedade civil chegará ao evento da Rio+20 como uma notoriedade que não tinha há 20 anos:

- Na ECO 92, apenas ambientalistas e ONGs fortes como Greenpeace e WWF lutavam pela preservação do meio ambiente. As ONGs saíram fortalecidas da ECO, até porque algumas conseguiram chegar ao Riocentro e negociar com os delegados dos países. Hoje, algumas entidades já têm assento nos debates prévios da Rio+20, participando de reuniões para a organização do evento. Elas, agora, já chegam fortalecidas.

Quem quiser participar ativamente de eventos paralelos, inscrevendo oficinas ou montando um stand, por exemplo, a hora é agora. Estão abertas as incrições para eventos paralelos organizados pela Cúpula dos Povos, pela própria ONU - que terá espaço para projetos nos arredores do Riocentro - e pelo governo brasileiro, que, segundo o Itamaraty, destinará oito espaços, entre eles o Autódromo e a Arena da Barra, para a sociedade civil.

Até o próximo dia 17, é possível fazer inscrição no site www.rio20.gov.br, coordenado pelo Comitê Nacional de Organização, ligado ao Ministério de Relações Exteriores, para realização de eventos em espaços cedidos pelo governo federal, fora do Riocentro. Para se inscrever em eventos paralelos em espaços cedidos pela própria ONU, o site é o rio20.info. É necessário mandar um formulário preenchido até 30 de março. E a Cúpula dos Povos também abriu inscrições, pelo site cupuladospovos.org.
Fonte: MST